



Todo mundo conhece alguém que está de dieta ou vai começar uma dieta na semana que vem. E emagrecer nem é tão difícil. A barra pesa - e a balança também - é na hora de manter o que se conquistou. Por isso, o problema mesmo é fazer com que a perda de peso seja permanente. A maioria das pessoas vive no emagrece-engorda porque não modifica o comportamento em relação à comida. Emagrecer e manter o corpo no peso ideal têm a ver com muito mais que uma dieta. O segredo é mudar os hábitos. Quer ver?
Comer e coçar…
Será que comemos sem querer, sem notar? O desejo de comer demais não é um comportamento geneticamente programado. É um hábito aprendido e muitas vezes funciona de forma inconsciente. O que se sabe é que esse “aprendizado” começa na infância assistindo comerciais tentadores na TV e associando comida a compensações. Quer um exemplo? Qual o gordinho adulto que jamais foi uma criança premiada com um sundae (ou outra bomba calórica predileta) pelos pais? Assim, comer alimentos - salgados, gordurosos ou cheios de açúcar - vira hábito. E o adulto continua a usar essa fonte de premiação… e calorias.
DICAS:
• Em momentos de aborrecimento ou preocupação, a comida acaba sendo usada como distração. Isso forma um padrão de comportamento que precisa ser quebrado. Se toda vez que a televisão é ligada você pega um pacote de biscoitos, quebre esse hábito pintando as unhas ou até fazendo flexões.
• Pessoas gordas tendem a comer mais rápido do que as outras. Para o cérebro captar a mensagem de que a pessoa está satisfeita são necessários 20 minutos. Assim, quem comer depressa acaba ingerindo mais do que precisa.
• Faça um diário - descobrir o que faz você comer em excesso pode ajudar - e muito. Anote o que comeu e as circunstâncias em que o alimento foi ingerido. Lendo o diário, você vai acabar descobrindo que no domingo, 8 horas da noite, foi para a cozinha e comeu dois pedaços que sobraram do bolo da festa de sábado. Por puro tédio e sem nenhuma fome. Ou que saiu para jantar fora depois de passar por uma grande tensão e acabou comendo até pensar que ia estourar. Registrar quando e o que se comeu logo após enfrentar uma situação difícil, ajuda a pensar num comportamento que substitua o ato de comer sem fome.
• COMER para aliviar a solidão, a raiva ou qualquer outra emoção - pode optar por ouvir um CD, fazer meditação, ou sair para dar uma caminhada. Todas, boas alternativas para o ato de comer sem fome.
• COMER para diminuir o estresse no trabalho. Quem come doces, balinhas e pãezinhos pode, em vez disso, levantar da cadeira, andar um pouco, respirar fundo, dar uma olhada no arquivo e verificar se existe material obsoleto. Elaborar uma lista com três tarefas que precisam ser executadas e começar com a de número um.
• COMER para celebrar. Nem sempre se come (sem fome) por motivos negativos. Quem está feliz, vai a uma festa, reúne os amigos, pode “comemorar” no sentido completo. É claro que uma indulgência ou outra não vai arruinar nenhuma dieta. Mas, cuidado: é melhor pedir uma porção de pizza para dois do que comprar uma que dá para 10 pessoas! E alimentos “irresistíveis” não devem entrar em casa. Deixe para saboreá-los em restaurantes bem chiques em ocasiões especiais.
• COMER por tédio. À noite, em frente à TV, quem está entediado, ao ver aquele comercial de sobremesas, pode ser induzido a procurar comida para se animar. Como resultado, enquanto assiste ao programa, acaba mastigando sem parar. Tomar a decisão de só comer na cozinha ou na sala de jantar, sentado à mesa pode redirecionar esse impulso. E quem não consegue ver TV sem sentir vontade de comer aquilo que é anunciado, é melhor desligar o aparelho…Uma idéia que funciona é fazer duas listas. Uma com as tarefas que precisam ser executadas, como devolver as fitas de vídeo, escrever aquela carta, fazer compras etc. Na outra lista escreva as coisas que gostaria de fazer: planejar uma festa, brincar com os filhos, ler um livro, viajar. Todas as vezes em que a geladeira parecer uma “máquina de passar o tempo”, dê uma olhada nas suas listas e decida qual a atividade que vai executar em vez de preencher o tédio mastigando algo.
• COMER no corre-corre. Preparar com antecedência um rápido e nutritivo café da manhã é uma estratégia que pode substituir o ato de pegar um biscoito e sair correndo para os compromissos. Uma fruta, um iogurte desnatado, uma fatia de pão podem ficar à espera, na mesa. Não é fácil corrigir hábitos alimentares. Eles são difíceis de esquecer e mais ainda de modificar, especialmente aqueles que nos encorajam a usar comida como substituto de felicidade e auto-satisfação. Mas vale a pensa persistir.
Você engorda se usar a comida como…
• Conforto: “Estou me sentindo tão triste e só; preciso comer um docinho”.
• Alívio do estresse: “Vou mastigar alguma coisa para me acalmar”.
• Prêmio: “Passei no teste! Vamos comer para celebrar”.
• Intercâmbio social: “Se você repetir a sobremesa, repito também”.
• Hábito: “Hora do jantar; estou sem fome, mas vou comer assim mesmo”.
• Prêmio: “Passei no teste! Vamos comer para celebrar”.
• Intercâmbio social: “Se você repetir a sobremesa, repito também”.
• Hábito: “Hora do jantar; estou sem fome, mas vou comer assim mesmo”.

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